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sábado, 18 de setembro de 2010

Minha história

Prólogo:
Eu, Michele, tenho 16 anos, e moro em um condomínio de prédios na cidade de São Paulo.
Quem diria que encontrar o seu amor verdadeiro seria tão bom... E tão complicado.



Cap.1
Reencontros...


Estava sentada lendo meu livro no salão de festas vazio.
Então eu ouvi passos. Alguém se aproximava. Meus olhos foram tampados por duas mãos.
-Ana! Eu sei que é você. Pode tirar as mãos dos meus olhos. -Eu falei.
Ana era a minha melhor amiga do condomínio. Eu a adoro. Somos amigas desde a 3ª série.
-Sua desmancha prazeres. - Ana falou dando risada.
Eu a conheci brincando de montar bonecos de massinha. A Ana é irmã do Bruno, Meu melhor amigo. Mas ele foi morar na Itália com o pai, e Ana mora com a tia. Bruno fazia uma falta enorme na minha vida.
- E aí?! Como é que vai a sua queda pelo meu irmão em Mi?- Ana perguntou com um sorriso nos lábios.
-Vai bem depressiva. Cara, eu não vejo ele há mais de um ano. Eu o amo. - Eu protestei.
-Mi, olha aqui: presta bem atenção, o meu irmão TE AMA! Ele fala o seu nome enquanto dorme! Entende.
-É verdade mesmo Ana?
-É.
Mas não foi a Ana que respondeu. Nós duas olhamos para a porta, e lá, um menino estava nos observando. Ele usava uma calça jeans, all-star preto, um casaco preto e um boné camuflado.
-BRUNO!- Ana gritou. - Que saudades.
- Eu também senti sua falta Ana.
Ana se levantou da cadeira em que estava sentado e correu para abraçá-lo.
Bruno a soltou e olhou pra mim.
-Mi... Que saudades.
-Eu também senti muitas saudades Bruno.
-Tudo o que você acabou de falar é verdade? Por que o que a Ana falou é.
-É sim. Tudo.
Ele se aproximou de mim e esticou os braços para frente, com a intenção de me abraçar. Eu me levantei e o abracei.
-Bruno?!- Uma voz angelical chamou ao fundo.
-O que foi Amanda? –Bruno me soltou e olhou pra ela.
-Papai está nos chamando. Ele quer te levar pra casa de uma Michele.
-Avise a ele que eu já estou com ela. -Bruno falou.
Amanda tinha a pele clara, o cabelo preto e longo, mais ou menos até o meio das costas. Muito diferente da Ana e do Bruno, que tinham os cabelos castanhos e os olhos eram bem escuros... Os olhos dela eram de um azul intenso.
Eu me perguntava naquele exato momento como o Bruno podia gostar de mim, uma garota morena com cabelos castanhos, até um pouco abaixo dos ombros e os olhos escuros. Apenas isso contra uma beldade daquelas.
-Bruno! Tio Marcos está nos chamando e...
-Espera aí! Ela falou tio?- Eu falei.
-É. A Amanda é minha amiga do colégio. Meu pai e a mãe dela estão aqui a trabalho, e ela veio junto conosco. Ela é como uma prima distante. ^^’Amanda, vai avisar pro meu pai que eu estou aqui no salão de festas com a Michele e a Ana. - Bruno falou.
Ele olhou pra mim discretamente e sorriu.
Eu fiquei vermelha.
-Tudo bem. –Ela falou, e foi embora resmungando algo que eu pude distinguir como: “menino doido”.
Ana estava boquiaberta.
-Bruno, o papai vai te matar. - Ana falou.
- Por mim tudo bem, contanto que eu passe um tempo com vocês minhas garotas favoritas.
Eu e A Ana o abraçamos.
-Nossa! Como eu sentia falta disso. - Ele falou.
-Nós também. - Eu e a Ana falamos em uníssono.
- Gente, eu vou ali ao banheiro e já volto. – Ana falou.
-Ana, você vai nos deixar aqui? - Bruno perguntou.
- Eu?! Imagina! Quero ver tudo.
-Ana, espera que eu vou com você. -Eu falei.
Quando eu fui correr, Ana já havia entrado no banheiro havia alguns minutos e Bruno puxou o meu braço, e eu acidentalmente o beijei.
Senti meu rosto corar quando seus lábios tocaram os meus.
Nossos lábios moldavam-se perfeitamente. Bruno soltou meu braço e colou seu corpo no meu. Suas mãos passaram para a minha cintura e eu coloquei meus braços em seu pescoço, impedindo-o de sair de perto de mim.
-Oh! Que coisa linda! A Mi agora é minha cunhada.
Eu parei beijá-lo para poder respirar, e ele procurava meus lábios ansiosamente, e eu deixei que ele os encontra-se. Ele mordiscou o meu lábio inferior e voltou a me beijar.
- Está bem galera! Já chega né?!
-Cara! Quanto tempo eu esperei pra fazer isso!- Bruno falou.
Eu estava vermelha.
Nós ainda estávamos abraçados. Então ele encostou a testa na minha e disse baixinho só pra eu ouvir:
-Eu te amo.
-Eu também.
Ele me deu um selinho demorado.
-Ca-ham. Estou interrompendo alguma coisa?- Era o pai do Bruno.
Eu me afastei rapidamente de Bruno. Amanda me olhava com uma cara feia, daquelas do tipo que diz: você vai se ver comigo.
- Filho... A Clara... A mãe da sua... Hãn... A mãe da Michele está nos chamando pra tomarmos um lanche.
-Claro pai. Nós já vamos. Vão indo.
-Ok. Ana... Depois eu quero falar com você. - E logo depois eles foram para o saguão, onde pegaram o elevador.
-Parece que vamos ter que nos assumir pra sua mãe hoje. - Ele falou com um brilho nos olhos.
-É verdade. - Eu falei sorrindo, mas ainda corada.
-Gente, vamos subir?! Já está na hora, e eu sei que vocês querem ficar juntos, mas, se nós não subirmos o meu pai vai se irritar, a sua mãe vai ficar chateada e... Ai... Vocês são tão bonitos juntos que eu não sei como interferir. - A Ana falou com um tom risonho na voz.
Bruno riu. Ele veio até mim, colocou sua mão na minha nuca e me beijou suavemente.
Pude sentir um clarão, e me virei pra ver o que era. Ana havia tirado uma foto nossa. Eu sorri.
Bruno virou o meu rosto suavemente para o dele, e me beijou novamente.
- Já vi que vou ter que separar os dois. Gente vocês vão ter um tempão pra fazer isso. Agora... Vamos subir?!- Ana falou dando risadas.
Ele foi parando aos poucos... Dando-me alguns selinhos de vez em quando... Mordendo meu lábio inferior suavemente...
Logo depois que ele parou, ele ficou me olhando nos olhos.
-No que está pensando?- Eu falei.
Meu coração batia irregularmente... Ás vezes rápido... Ás vezes devagar...
- Estou pensando em como você pode gostar de um cara com eu... Assim... Maluco.
-Fácil. Eu também sou maluca. Mas é maluca por você. ^^’
-E eu sou maluco... Por você também. -Ele falou sorrindo.
Bruno ia me beijar, mas eu me abaixei e corri para o saguão... Onde Ana já estava a nossa espera.
Bruno correu atrás de mim, e quando chegamos, ele me agarrou e começou a fazer cócegas em mim.
Eu ria como uma louca. Quando ele parou, eu quase não tinha fôlego.
O elevador chegou e nós três entramos. Quando chegamos ao andar onde o meu apartamento ficava, Bruno pegou na minha mão e eu abri a porta. Todos já estavam á mesa, só nos esperando.
- Desculpem o atraso. Algumas pessoas não conseguiam se desgrudar. - Ana falou sorrindo e apontando pra nós.
Minha mãe me olhou com uma cara de “o que?!”.
E eu fiz um gesto de “depois eu explico”.
Ela sorriu. Eu e o Bruno nos sentamos lado a lado.
-Podem se servir. - Minha mãe falou.
Todos pegaram um pedaço do bolo de chocolate e tomaram um copo de suco de maracujá.
-Bom... Se vocês nos derem licença... Ana, você pode vir até o carro comigo?- Tio Marcos falou.
- Claro papai. - Ana falou sorridente do jeito que era. ^^’
Eles dois se levantaram e saíram.
-Mãe, eu tenho uma coisa pra falar. Eu e o Bruno estamos... Namorando. – Eu falei vermelha.
-ATÉ QUE ENFIM! Filha, eu já sabia que vocês se gostavam. Eu só estava esperando que vocês percebessem isso por vocês mesmos. - Minha mãe falou.
Então ele olhou pra minha mãe, olhou pra mim, olhou pra Amanda, se levantou e disse:
- Tia clara... A Michele pode ir pra Itália comigo, com meu pai e com a Amanda?
Eu olhava para ele pasma. Como ele podia querer que minha mãe deixasse que eu fosse pra ITÁLIA sozinha?! Bom, sozinha não... Com pessoas responsáveis... Mas mesmo assim... Como ele pensava que minha mãe iria deixar?
Meus pensamentos estavam a mil... Eu tentava me concentrar em apenas um, mas não dava. Minhas idéias não paravam de fluir, e com essas idéias, vinham perguntas sem respostas.
Minha mãe olhou bem pra ele e falou:
- Você pode me acompanhar um instantinho Bruno?! Eu quero falar a sós com você.
- Claro.
E então eles dois foram para o outro cômodo.
Eu estava angustiada. E pelo visto, Amanda pareceu perceber, pois olhava pra mim de minutos em minutos.
-Quer que eu vá ouvir a conversa?- Ela falou.
-Não precisa.
-Qual é... Eu sei que você quer saber o que eles dois estão conversando.
-Ta bom. Mas... Vai discretamente viu?!
-Uhum. Pode deixar.
Ela se levantou e foi para a porta do cômodo que eles estavam.
Não sei por quanto tempo ela ficou lá, mas depois de um curto período de tempo, ela voltou pra se sentar ao meu lado.
-E ai?! Como foi? – Eu perguntei ansiosa.
- Foi assim:
SUA MÃE: Bruno. Diga-me... Por que você quer levar a Michele pra Itália?
BRUNO: Por que eu vou embora hoje... E não quero ir pra lá sabendo que a pessoa que eu amo está tão longe de mim.
Quando Amanda disse que Bruno havia falado isso... Meus olhos brilharam.
*-*
-SUA MÃE: Mas, então você quer levá-la por quanto tempo?
BRUNO: Sei lá... Tipo... Até que as férias dela acabem.
SUA MÃE: Bruno... Você promete que vai cuidar dela pra mim?
BRUNO: Pode deixar tia Clara. ^^’
Eu estava chocada! Minha mãe não me deixava sair sozinha do prédio sem relutar, mas me deixava ir pra Itália com o meu namorado!! Que mãe maravilhosa! ^^’ E estranha ao mesmo tempo. KKK’
Sabe quando você se sente tão feliz que você acha que nada pode estragar aquele momento?!
Era assim que eu estava me sentindo... Mas eu estava enganada.
Amanda e tio Marcos entraram.
Amanda estava com os olhos vermelhos. Parecia que ela tinha chorado muito.
Eu rapidamente fui falar com ela.
- Amiga... O que foi?
- Vem aqui... - Ela falou com a voz tremula.
Ela me puxou para o meu quarto, e lá me deu a pior notícia da minha vida:
-O meu pai quer que o Bruno namore a Amanda e não você. =(
-O QUE? Por quê?- Eu falei.
Nesse momento... Toda a alegria que eu sentira há um instante atrás, sumiu com mais rapidez do que ela havia aparecido.
Meus olhos se encheram de lágrimas.
- Eu não sei... Esse é o problema.
Quando eu abri a boca para falar, eu ouvi o Bruno falar:
- Pai! Você não pode fazer isso comigo! Você sabe que eu gosto da Michele!
Eu me levantei... Minhas mãos tremiam mais que qualquer coisa.
Eu abri a porta e lá estavam: Bruno, Amanda, e tio Marcos se encarando.
Bruno tinha lágrimas nos olhos, embora tentasse esconder isso.
Amanda tinha cara de satisfação... De que estava gostando daquela situação.
Lágrimas desciam pelo meu rosto enquanto eu me aproximava.
Tio Marcos me encarou com uma expressão séria por alguns segundos, e por mais que eu quisesse desviar os olhos... Eu não conseguia. Ele me “prendia” ali. Logo depois que ele parou de olhar pra mim, eu olhei para o chão, e senti uma pontada de alívio de ter me livrado daquela expressão “congelante”.
>.<

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