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sábado, 18 de setembro de 2010

Continuando... 1

Bruno tinha uma expressão de dor no rosto.
Eu andei até a porta, a abri, e quando saí, a bati com força.
Fui até as escadas, me sentei no último degrau, e comecei a chorar.
Tudo que eu havia feito naquele dia havia sido em vão.
“Por que essas coisas têm que acontecer comigo?” Eu pensava.
Eu estava lembrando dos momentos de hoje... Que eu tivera com o Bruno e com a Ana até que eles apareceram na escada.
-Mi... Não fica assim amiga. Tenho certeza de que vocês dois vão dar um jeito nisso. – Ana falou.
Eu olhei pra ela com cara de quem perdeu todas as esperanças, mas Bruno se sentou ao meu lado no degrau. Ele me abraçou carinhosamente, mas também como quem precisa de um.
Então ele olhou pra mim, com aquela expressão de dor que eu o vira lá em cima, e disse:
-Nós vamos dar um jeito Mi. Não se preocupe. ^w^
- Tomara Bruno.
Ele colocou suas mãos no meu rosto e então seus lábios estavam nos meus.
Meu coração bateu mais forte e mais rapidamente.
Eu parei de beijá-lo, e sorri.
Eu, Ana e Bruno ficamos conversando na escada, não sei por quanto tempo, mas parece que foi muito.
Quando nos demos conta, já era noite. As luzes do corredor já estavam acesas.
O celular do Bruno tocou.
- Alô?! Sim. Tudo bem. Já estou indo. Tchau.
-Que foi?- Ana perguntou.
- Meu pai falou que a gente já vai. - Ele falou.
- Ah. Sim. – Ana falou meio triste.
- Bom... Vamos subir?- Eu falei.
- Vamos. - Bruno falou.
Nós subimos em silêncio. E quando chegamos lá, uma mala estava no sofá.
- Você vai pra Itália com o Bruno querida. - Minha mãe falou.
-Uhu! –Eu falei sem ânimo algum.
Eu peguei minha mala, me despedi da minha mãe, e da Ana, e saí.
Bruno se sentou ao meu lado no avião.
Eu fiquei lendo Harry Potter e o Cálice de Fogo enquanto Bruno ouvia música em seu MP3.
Depois de um tempo, eu adormeci.
Eu estava olhando a paisagem pela janela do avião, com o rosto apoiado na minha mão. Quando eu me virei para falar com Bruno, Amanda estava sentada a lado dele, e o beijava.
-Bruno... – Eu falei.
Ele se virou pra mim e disse:
- Que foi?
- O que você está fazendo?
- Beijando minha namorada.
Meu coração falhou por um instante e meus olhos estavam cheios de lágrimas.
Então eu ouvi uma voz profunda chamando o meu nome.
Eu acordei com Bruno me chamando.
Havíamos chegado.
Tio Marcos chamou um táxi e então fomos para casa deles.
Não deram 15 minutos, e nós já estávamos na frente de uma casa bege, com as beiradas das janelas brancas. Bem grande por sinal.
Bruno me mostrou o meu quarto, e foi lá que eu fiquei durante as duas primeiras semanas. Sem comer, sem beber, sem falar... Só pensando. Poder ficar junto dele, era tudo que eu queria naquele momento. Ouvir o som da sua voz, pelo menos uma vez antes de nos separarmos pra sempre...
Eu estava em depressão.
Até que em um dia - muito chuvoso - eu ouvi um barulho de pedrinhas sendo jogadas na janela do meu quarto.
Eu me levantei da cama com muito esforço, e fui até a janela.
Eu a abri, e lá estava ele: Todo molhado, me chamando, e fazendo sinal pra eu ficar em silêncio.
Eu acenei com a cabeça, e desci as escadas do fundo.
Eu andei até ele, e ele me abraçou.
Eu olhei pra ele e sorri.
Bruno me beijou suavemente.
Seu rosto estava gelado por causa da chuva.
Meu cabelo pingava, minhas roupas estavam encharcadas, e eu... Eu nem ligava. Eu só queria que aquele momento se eternizasse.
Seus lábios moldavam-se perfeitamente aos meus.
Era como se fosse o nosso 1º beijo: suave, calmo...
-Bruno!-Tio marcos estava chamando ele.
-Vai. - Eu sussurrei pra ele.
Ele me deu um selinho, e depois foi.
Eu subi para o meu quarto pelos fundos a fim de tomar um banho quente.
Eu fui para o banheiro, e corri pra de baixo do chuveiro.
Eu pensava apenas nele... Em mim... Em nós.
Logo que saí do banho, senti uma dor aguda, que me era bem conhecida. Eu estava com fome. E com muita fome.
Eu saí pela 2ª vez do quarto, mas desta vez, era pra dentro da casa.
A luz que vinha do corredor machucou meus olhos, que já estavam acostumados com o escuro do quarto em que eu dormia.
Eu desci as escadas que davam diretamente na sala de estar. A cozinha ficava a direita, e se seguir direto, vai chegar à sala de televisão. A porta de entrada, ficava próxima da sala de estar. Eu fui para a cozinha. Era bem espaçosa, e uma mulher estava fazendo o almoço.
Ela olhou pra mim, deu um sorriso simpático e disse:
-Esta com fome?
Eu respondi:
-Sim. ^w^
-Bom... Você desceu na hora certa. O almoço está pra ser servido. ^^’
Eu sorri envergonhada.
-Sente-se. - Eu ouvi alguém falar.
Eu olhei pra trás e vi: Tio Marcos.
Eu senti meu rosto corar. Eu estava na casa de uma pessoa que praticamente me queria fora dali! Sabe... Isso é muito desconfortável.
Mas ele estava sorrindo. Eu me senti um pouco aliviada. E pensava comigo mesma: “Será que ele ainda gosta de mim?”, ou pensamentos do tipo “Por que ele está sorrindo? Ele está tramando alguma coisa!”.
Mas, o sorriso que ele dava, não era nem maldoso, e nem malicioso. Era completamente simpático.
Eu me sentei na terceira cadeira da direita pra esquerda. Que tinha vista pra escada. Ele, por sua vez, se sentou na cadeira da ponta da direita.
O almoço estava na mesa. Tinha frango, arroz branco, feijão... Essas coisas.
Bruno descia as escadas, seguido por Amanda.
Eu deixei escapar uma brecha de sorriso, e Bruno percebeu. Ele sorriu pra mim, e disfarçadamente, piscou um olho.
Minhas bochechas coraram mais ainda. Amanda me olhou e deu um sorriso falso. :X
Eu retribuí com um sorriso mais falso que eu consegui dar. :@

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