- Por que eu tenho medo de perder você. - Eu falei.
-Não chore... Você nunca vai me perder... Mesmo que você queira.
*-*
-Bruno...
-Sim?!- Ele falou enquanto aproximava o seu corpo do meu.
-Eu... Eu... Acho que... Não gosto de você. ¬¬’-Eu falei.
-ÃN?
-Eu não gosto de você... Bruno... Eu Te Amo.
Bruno relaxa, e eu sorrio do efeito que causei nele.
- Nunca mais faça isso de novo ok?
-O que? Dizer que te amo? Ta... Tudo bem... Se for o que você quer...
-Não! De falar que não gosta de mim... Isso me daria um ataque cardíaco... Sei lá... ^^
Meu coração ficou acelerado quando ele encosta seus lábios nos meus. Francamente... Eu não conseguia me acostumar com a idéia de meu melhor amigo, me beijando tão apaixonada e calorosamente... Mas... De um jeito ou de outro... Eu iria ter que me acostumar. ^^
De repente... O que era suave se tornou intenso. Seu beijo ficou mais ansioso, e eu mal conseguia respirar.
Ele colou meu corpo no seu, e então eu soube: Ele estava ali pra ficar comigo... Por que me amava, e se não amasse, não me beijaria assim... Tão cheio de desejo. (66’
Eu parei de beijá-lo para respirar novamente, e ele se deitou na minha cama.
-Sabe... Eu acho emocionante essa história da gente se encontrar escondido. ^^’
-Pois é... ^^’ É bem legal... Mas ... O que você quer dizer com isso?- Eu falei um tanto preocupada.
- Nada...
- Você está insinuando que quer namorar com a Amanda, mas quer ficar se encontrando as escondidas comigo???- Eu falei baixo, mas revoltada.
-Não!- Bruno protestou em voz baixa.- Não é nada disso.
- Então o que é Bruno?- Eu falei.
Meus olhos se encheram de lágrimas.
- Não é nada do que você está pensando Mi...
-Então me fala Bruno... O QUE É? Eu já cansei de perguntar...
Eu estava chorando.
- Mi... Não chore...
- Bruno... Vai embora... Me deixa sozinha um pouco... *-*
-Michele... Não faz isso, por favor...
-BRUNO! Vai emb.
Mas antes que eu pudesse terminar a minha frase, ele puxou meu rosto para si, e colou seus lábios nos meus.
Meu coração foi á mil naquele momento.
Por mais que eu tentasse me soltar de seu abraço, ele não deixava.
Então, resolvi ceder, e dei continuação ao beijo que ele me dava.
Seus braços se afrouxaram nos meus e foram para a minha cintura.
Eu sentia a tensão naquele beijo...
Ele estava com medo, embora não demonstrasse aquilo.
Eu o abracei, tentando fazer com que aquela tensão sumisse, mas era como se ela só aumentasse.
Eu apertei o meu abraço tentando ao máximo o fazer ficar normal, mas nada acontecia.
Bruno deve ter percebido que eu estava alarmada com aquele comportamento dele, e então parou de me beijar e sussurrou:
-O que foi amor?
-Nada. - eu sussurrei de volta. - É que... Você parece preocupado com alguma coisa.
-Ah... Isso. É que... Eu estou com medo sabe?!- Ele falou.
-Medo de que?- Eu perguntei enquanto me sentava em seu colo e me abandonava no calor de seu corpo.
Ele passou os braços por entre os meus e me abraçou carinhosamente.
- Tenho medo que... A Amanda... Tipo... Que ela nos pegue em um desses encontros. Aí, ela vai contar pro meu pai, ai, ele vai me dar uma bronca e vai mandar eu me afastar de você. - Bruno falou, enquanto entrelaçava seus dedos nos meus.
-Bruno... Olha pra mim.
Ele levantou a cabeça.
Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
-Bruno... Olha... Isso nunca vai acontecer. Eu prometo. -Eu falei sorrindo.
Bruno sorriu, mas eu via em seu olhar a dor que ele sentia naquele momento.
- Eu te amo. - Ele sussurrou em meu ouvido.
- Eu também. – Eu falei sorrindo.
Senti seus lábios acariciarem o meu pescoço, e um arrepio agradável percorreu todo o meu corpo.
Eu tomei seu rosto em minhas mãos e o beijei.
Senti a tensão daquele primeiro beijo se esvaindo enquanto ele me abraçava pela cintura.
Rapidamente, eu me levantei, parando de beijá-lo.
-O que foi?-Ele perguntou.
Eu estava tonta.
-Nada. É que está tarde... E... Eu estou cansada...
-Já entendi. Você está me expulsando do quarto. - Ele falou com um sorriso um tanto torto, que me fez derreter por dentro.
-Não! Claro que não! Você sabe o quanto eu quero que você fique, mas... Não é muito seguro você ficar aqui mais tempo do que já ficou... – Eu alei enquanto me esforçava pra que as palavras saíssem.
-Tudo bem. Eu entendo. *-* - Ele falou enquanto se aproximava de mim.
Ele me beijou novamente. Eu coloquei meus braços em seu pescoço, e acariciei seus cabelos castanhos e lisos.
Ele me colocou contra a porta, mas em fazer barulho. Colou seu corpo no meu suavemente, me fazendo sentir o calor de sua pele por debaixo da camiseta branca. Eu parei de beijá-lo e falei:
-Vá. Amanhã nos encontraremos de novo.
-Mesma hora, mesmo local. -Ele sussurrou em meu ouvido.
-Ok.
Ele me deu um selinho demorado, e me afastou delicadamente, abriu aporta e partiu para o seu quarto.
sábado, 18 de setembro de 2010
Continuando...3
Postado por ♥Danny♥ às 11:15 0 comentários
Continuando...2
Bruno se sentou ao meu lado, e Amanda se sentou na cadeira da ponta da esquerda.
Eu pensei que fosse pra se afastar e mim, mas era pra ficar perto do Bruno.
Comíamos em silêncio.
No meio do almoço, Bruno colocou um pedaço de papel dobrado na minha coxa. Eu peguei o papel e me levantei.
-Com licença...
E me dirigi até o banheiro.
Lá, eu entrei e tranquei a porta. Quando eu abri o papel estava escrito coma caligrafia dele:
“Espere-me no seu quarto hoje á meia noite... Lembre-se Eu Te Amo! Bruno ;*”.
-Claro... - Eu falei baixinho.
Eu dei a descarga, pra fingir que tinha usado o banheiro e lavei as mãos.
Voltei á mesa e terminei de comer. Fiquei á mesa por educação, mas acho que Amanda pensou que eu estivesse esperando a sobremesa... E ficou me encarando.
Bruno terminou. E então se levantou e se dirigiu a sala de televisão.
Eu me levantei e fui para o meu quarto.
Lá, eu me deitei na cama, e ao lado da minha cama, havia um pequeno cachorrinho. Um poodle branquinho.
Ele pulou pra minha cama e se aninhou ao meu lado. Eu sorri.
Peguei o controle e liguei a televisão. Fiquei assistindo o canal Animax, onde passa uns animes legais... Mas ai, os programas que eu gosto nesse canal acabaram, e eu fui obrigada a procurar um filme nas prateleiras do quarto.
Eu peguei um filme que se chamava ”Volta ao Mundo em 80 dias”.
Fiquei praticamente a tarde toda vendo filmes com o cachorrinho no meu lado. Foi isso a tarde toda: Colocar filme, mudar filme...
Acho que a conta de luz veio bem alta depois disso... KKK’
Quando olhei para o meu relógio, eram 19h37min.
-Nossa...
Então, Amanda bateu na porta do meu quarto e falou:
-Vamos jantar...
-Já estou indo! - Eu falei alto.
O cachorrinho se levantou da cama e me seguiu até o andar de baixo.
Eu me sentei no mesmo lugar do almoço.
O jantar foi Bife a milanesa, e macarrão com molho.
Logo que terminei, eu me levantei da mesa, pedi licença e subi para o meu quarto, ainda sendo seguida pelo pequenino poodle.
Quando cheguei ao quarto, olhei novamente o relógio, e eram20h05min.
As horas se arrastavam enquanto eu o esperava.
Eu fiquei lendo meu livro... Enquanto aguardava ansiosamente que meia-noite chegasse.
Eu estava na página 349 quando olhei para o relógio: 23h55min.
Meu coração pulsou forte. Faltavam apenas 5 minutos para ele vir me ver. ^^’
Eu olhava para o relógio freqüentemente. Até que, eu ouvi uma batida na porta do meu quarto. Eu a abri. E lá estava ele: Bruno.
Ele estava com uma blusa azul, calça jeans e chinelos. Seu cabelo... Jogado para o lado, e desta vez sem o seu boné...
Eu sorri. Ele me abraçou. Eu me abandonei no calor daquele abraço, no cheiro do seu perfume...
Bruno colocou a mão em meu pescoço. Eu me perdi no escuro em seus olhos... Na suavidade com que ele me tocava...
De repente, eu senti mais firmeza na mão que ele mantinha e meu pescoço, e então ele me beijou. Quando nossos lábios se tocaram, tive uma sensação de alívio. Ele estava ali... Comigo.
Eu o abracei. Podia sentir o calor de sua pele pela proximidade que estávamos um do outro...
Ele colocou uma das mãos em minha cintura, colando meu corpo no seu.
Eu me sentia aliviada por ele estar ali comigo. Segura de que ele era meu, e de mais ninguém. ^^’
Queria ficar ali pra sempre...
Ele parou de me beijar e olhou pra mim, sorrindo.
-Eu acho melhor eu entrar, por que se nos pegam nos encontrando as escondidas, estamos mortos.
-Uhum...
Ele entrou e se deitou na minha cama. Eu me sentei ao lado dele.
Bruno fez sinal pra eu fazer silêncio. Eu acenei com a cabeça.
Ele saiu do meu quarto. Uns 2 min se passaram e ele estava de volta.
-Quer saber o porquê de eu querer me encontrar com você?- Ele perguntou.
-Quero. - Eu respondi.
-Bom, lá vai... Sabe por que o meu pai não quer que a gente namore?
-Não.
-Por que ele e a mãe da Amanda são muito amigos, e a mãe dela acha que seria uma boa idéia se eu e a Amanda namorássemos.
Eu fiquei calada. Imaginei a cena do pai dele e da mãe da Amanda conversando sobre os filhos deles namorarem.
-Estranho. ¬¬ - Eu falei.
-É mesmo. ^^
Bruno me abraçou novamente. Dessa vez lágrimas escorriam dos meus olhos.
-Por que está chorando?- Ele me perguntou.
Postado por ♥Danny♥ às 11:14 0 comentários
Continuando... 1
Bruno tinha uma expressão de dor no rosto.
Eu andei até a porta, a abri, e quando saí, a bati com força.
Fui até as escadas, me sentei no último degrau, e comecei a chorar.
Tudo que eu havia feito naquele dia havia sido em vão.
“Por que essas coisas têm que acontecer comigo?” Eu pensava.
Eu estava lembrando dos momentos de hoje... Que eu tivera com o Bruno e com a Ana até que eles apareceram na escada.
-Mi... Não fica assim amiga. Tenho certeza de que vocês dois vão dar um jeito nisso. – Ana falou.
Eu olhei pra ela com cara de quem perdeu todas as esperanças, mas Bruno se sentou ao meu lado no degrau. Ele me abraçou carinhosamente, mas também como quem precisa de um.
Então ele olhou pra mim, com aquela expressão de dor que eu o vira lá em cima, e disse:
-Nós vamos dar um jeito Mi. Não se preocupe. ^w^
- Tomara Bruno.
Ele colocou suas mãos no meu rosto e então seus lábios estavam nos meus.
Meu coração bateu mais forte e mais rapidamente.
Eu parei de beijá-lo, e sorri.
Eu, Ana e Bruno ficamos conversando na escada, não sei por quanto tempo, mas parece que foi muito.
Quando nos demos conta, já era noite. As luzes do corredor já estavam acesas.
O celular do Bruno tocou.
- Alô?! Sim. Tudo bem. Já estou indo. Tchau.
-Que foi?- Ana perguntou.
- Meu pai falou que a gente já vai. - Ele falou.
- Ah. Sim. – Ana falou meio triste.
- Bom... Vamos subir?- Eu falei.
- Vamos. - Bruno falou.
Nós subimos em silêncio. E quando chegamos lá, uma mala estava no sofá.
- Você vai pra Itália com o Bruno querida. - Minha mãe falou.
-Uhu! –Eu falei sem ânimo algum.
Eu peguei minha mala, me despedi da minha mãe, e da Ana, e saí.
Bruno se sentou ao meu lado no avião.
Eu fiquei lendo Harry Potter e o Cálice de Fogo enquanto Bruno ouvia música em seu MP3.
Depois de um tempo, eu adormeci.
Eu estava olhando a paisagem pela janela do avião, com o rosto apoiado na minha mão. Quando eu me virei para falar com Bruno, Amanda estava sentada a lado dele, e o beijava.
-Bruno... – Eu falei.
Ele se virou pra mim e disse:
- Que foi?
- O que você está fazendo?
- Beijando minha namorada.
Meu coração falhou por um instante e meus olhos estavam cheios de lágrimas.
Então eu ouvi uma voz profunda chamando o meu nome.
Eu acordei com Bruno me chamando.
Havíamos chegado.
Tio Marcos chamou um táxi e então fomos para casa deles.
Não deram 15 minutos, e nós já estávamos na frente de uma casa bege, com as beiradas das janelas brancas. Bem grande por sinal.
Bruno me mostrou o meu quarto, e foi lá que eu fiquei durante as duas primeiras semanas. Sem comer, sem beber, sem falar... Só pensando. Poder ficar junto dele, era tudo que eu queria naquele momento. Ouvir o som da sua voz, pelo menos uma vez antes de nos separarmos pra sempre...
Eu estava em depressão.
Até que em um dia - muito chuvoso - eu ouvi um barulho de pedrinhas sendo jogadas na janela do meu quarto.
Eu me levantei da cama com muito esforço, e fui até a janela.
Eu a abri, e lá estava ele: Todo molhado, me chamando, e fazendo sinal pra eu ficar em silêncio.
Eu acenei com a cabeça, e desci as escadas do fundo.
Eu andei até ele, e ele me abraçou.
Eu olhei pra ele e sorri.
Bruno me beijou suavemente.
Seu rosto estava gelado por causa da chuva.
Meu cabelo pingava, minhas roupas estavam encharcadas, e eu... Eu nem ligava. Eu só queria que aquele momento se eternizasse.
Seus lábios moldavam-se perfeitamente aos meus.
Era como se fosse o nosso 1º beijo: suave, calmo...
-Bruno!-Tio marcos estava chamando ele.
-Vai. - Eu sussurrei pra ele.
Ele me deu um selinho, e depois foi.
Eu subi para o meu quarto pelos fundos a fim de tomar um banho quente.
Eu fui para o banheiro, e corri pra de baixo do chuveiro.
Eu pensava apenas nele... Em mim... Em nós.
Logo que saí do banho, senti uma dor aguda, que me era bem conhecida. Eu estava com fome. E com muita fome.
Eu saí pela 2ª vez do quarto, mas desta vez, era pra dentro da casa.
A luz que vinha do corredor machucou meus olhos, que já estavam acostumados com o escuro do quarto em que eu dormia.
Eu desci as escadas que davam diretamente na sala de estar. A cozinha ficava a direita, e se seguir direto, vai chegar à sala de televisão. A porta de entrada, ficava próxima da sala de estar. Eu fui para a cozinha. Era bem espaçosa, e uma mulher estava fazendo o almoço.
Ela olhou pra mim, deu um sorriso simpático e disse:
-Esta com fome?
Eu respondi:
-Sim. ^w^
-Bom... Você desceu na hora certa. O almoço está pra ser servido. ^^’
Eu sorri envergonhada.
-Sente-se. - Eu ouvi alguém falar.
Eu olhei pra trás e vi: Tio Marcos.
Eu senti meu rosto corar. Eu estava na casa de uma pessoa que praticamente me queria fora dali! Sabe... Isso é muito desconfortável.
Mas ele estava sorrindo. Eu me senti um pouco aliviada. E pensava comigo mesma: “Será que ele ainda gosta de mim?”, ou pensamentos do tipo “Por que ele está sorrindo? Ele está tramando alguma coisa!”.
Mas, o sorriso que ele dava, não era nem maldoso, e nem malicioso. Era completamente simpático.
Eu me sentei na terceira cadeira da direita pra esquerda. Que tinha vista pra escada. Ele, por sua vez, se sentou na cadeira da ponta da direita.
O almoço estava na mesa. Tinha frango, arroz branco, feijão... Essas coisas.
Bruno descia as escadas, seguido por Amanda.
Eu deixei escapar uma brecha de sorriso, e Bruno percebeu. Ele sorriu pra mim, e disfarçadamente, piscou um olho.
Minhas bochechas coraram mais ainda. Amanda me olhou e deu um sorriso falso. :X
Eu retribuí com um sorriso mais falso que eu consegui dar. :@
Postado por ♥Danny♥ às 11:14 0 comentários
Minha história
Prólogo:
Eu, Michele, tenho 16 anos, e moro em um condomínio de prédios na cidade de São Paulo.
Quem diria que encontrar o seu amor verdadeiro seria tão bom... E tão complicado.
Cap.1
Reencontros...
Estava sentada lendo meu livro no salão de festas vazio.
Então eu ouvi passos. Alguém se aproximava. Meus olhos foram tampados por duas mãos.
-Ana! Eu sei que é você. Pode tirar as mãos dos meus olhos. -Eu falei.
Ana era a minha melhor amiga do condomínio. Eu a adoro. Somos amigas desde a 3ª série.
-Sua desmancha prazeres. - Ana falou dando risada.
Eu a conheci brincando de montar bonecos de massinha. A Ana é irmã do Bruno, Meu melhor amigo. Mas ele foi morar na Itália com o pai, e Ana mora com a tia. Bruno fazia uma falta enorme na minha vida.
- E aí?! Como é que vai a sua queda pelo meu irmão em Mi?- Ana perguntou com um sorriso nos lábios.
-Vai bem depressiva. Cara, eu não vejo ele há mais de um ano. Eu o amo. - Eu protestei.
-Mi, olha aqui: presta bem atenção, o meu irmão TE AMA! Ele fala o seu nome enquanto dorme! Entende.
-É verdade mesmo Ana?
-É.
Mas não foi a Ana que respondeu. Nós duas olhamos para a porta, e lá, um menino estava nos observando. Ele usava uma calça jeans, all-star preto, um casaco preto e um boné camuflado.
-BRUNO!- Ana gritou. - Que saudades.
- Eu também senti sua falta Ana.
Ana se levantou da cadeira em que estava sentado e correu para abraçá-lo.
Bruno a soltou e olhou pra mim.
-Mi... Que saudades.
-Eu também senti muitas saudades Bruno.
-Tudo o que você acabou de falar é verdade? Por que o que a Ana falou é.
-É sim. Tudo.
Ele se aproximou de mim e esticou os braços para frente, com a intenção de me abraçar. Eu me levantei e o abracei.
-Bruno?!- Uma voz angelical chamou ao fundo.
-O que foi Amanda? –Bruno me soltou e olhou pra ela.
-Papai está nos chamando. Ele quer te levar pra casa de uma Michele.
-Avise a ele que eu já estou com ela. -Bruno falou.
Amanda tinha a pele clara, o cabelo preto e longo, mais ou menos até o meio das costas. Muito diferente da Ana e do Bruno, que tinham os cabelos castanhos e os olhos eram bem escuros... Os olhos dela eram de um azul intenso.
Eu me perguntava naquele exato momento como o Bruno podia gostar de mim, uma garota morena com cabelos castanhos, até um pouco abaixo dos ombros e os olhos escuros. Apenas isso contra uma beldade daquelas.
-Bruno! Tio Marcos está nos chamando e...
-Espera aí! Ela falou tio?- Eu falei.
-É. A Amanda é minha amiga do colégio. Meu pai e a mãe dela estão aqui a trabalho, e ela veio junto conosco. Ela é como uma prima distante. ^^’Amanda, vai avisar pro meu pai que eu estou aqui no salão de festas com a Michele e a Ana. - Bruno falou.
Ele olhou pra mim discretamente e sorriu.
Eu fiquei vermelha.
-Tudo bem. –Ela falou, e foi embora resmungando algo que eu pude distinguir como: “menino doido”.
Ana estava boquiaberta.
-Bruno, o papai vai te matar. - Ana falou.
- Por mim tudo bem, contanto que eu passe um tempo com vocês minhas garotas favoritas.
Eu e A Ana o abraçamos.
-Nossa! Como eu sentia falta disso. - Ele falou.
-Nós também. - Eu e a Ana falamos em uníssono.
- Gente, eu vou ali ao banheiro e já volto. – Ana falou.
-Ana, você vai nos deixar aqui? - Bruno perguntou.
- Eu?! Imagina! Quero ver tudo.
-Ana, espera que eu vou com você. -Eu falei.
Quando eu fui correr, Ana já havia entrado no banheiro havia alguns minutos e Bruno puxou o meu braço, e eu acidentalmente o beijei.
Senti meu rosto corar quando seus lábios tocaram os meus.
Nossos lábios moldavam-se perfeitamente. Bruno soltou meu braço e colou seu corpo no meu. Suas mãos passaram para a minha cintura e eu coloquei meus braços em seu pescoço, impedindo-o de sair de perto de mim.
-Oh! Que coisa linda! A Mi agora é minha cunhada.
Eu parei beijá-lo para poder respirar, e ele procurava meus lábios ansiosamente, e eu deixei que ele os encontra-se. Ele mordiscou o meu lábio inferior e voltou a me beijar.
- Está bem galera! Já chega né?!
-Cara! Quanto tempo eu esperei pra fazer isso!- Bruno falou.
Eu estava vermelha.
Nós ainda estávamos abraçados. Então ele encostou a testa na minha e disse baixinho só pra eu ouvir:
-Eu te amo.
-Eu também.
Ele me deu um selinho demorado.
-Ca-ham. Estou interrompendo alguma coisa?- Era o pai do Bruno.
Eu me afastei rapidamente de Bruno. Amanda me olhava com uma cara feia, daquelas do tipo que diz: você vai se ver comigo.
- Filho... A Clara... A mãe da sua... Hãn... A mãe da Michele está nos chamando pra tomarmos um lanche.
-Claro pai. Nós já vamos. Vão indo.
-Ok. Ana... Depois eu quero falar com você. - E logo depois eles foram para o saguão, onde pegaram o elevador.
-Parece que vamos ter que nos assumir pra sua mãe hoje. - Ele falou com um brilho nos olhos.
-É verdade. - Eu falei sorrindo, mas ainda corada.
-Gente, vamos subir?! Já está na hora, e eu sei que vocês querem ficar juntos, mas, se nós não subirmos o meu pai vai se irritar, a sua mãe vai ficar chateada e... Ai... Vocês são tão bonitos juntos que eu não sei como interferir. - A Ana falou com um tom risonho na voz.
Bruno riu. Ele veio até mim, colocou sua mão na minha nuca e me beijou suavemente.
Pude sentir um clarão, e me virei pra ver o que era. Ana havia tirado uma foto nossa. Eu sorri.
Bruno virou o meu rosto suavemente para o dele, e me beijou novamente.
- Já vi que vou ter que separar os dois. Gente vocês vão ter um tempão pra fazer isso. Agora... Vamos subir?!- Ana falou dando risadas.
Ele foi parando aos poucos... Dando-me alguns selinhos de vez em quando... Mordendo meu lábio inferior suavemente...
Logo depois que ele parou, ele ficou me olhando nos olhos.
-No que está pensando?- Eu falei.
Meu coração batia irregularmente... Ás vezes rápido... Ás vezes devagar...
- Estou pensando em como você pode gostar de um cara com eu... Assim... Maluco.
-Fácil. Eu também sou maluca. Mas é maluca por você. ^^’
-E eu sou maluco... Por você também. -Ele falou sorrindo.
Bruno ia me beijar, mas eu me abaixei e corri para o saguão... Onde Ana já estava a nossa espera.
Bruno correu atrás de mim, e quando chegamos, ele me agarrou e começou a fazer cócegas em mim.
Eu ria como uma louca. Quando ele parou, eu quase não tinha fôlego.
O elevador chegou e nós três entramos. Quando chegamos ao andar onde o meu apartamento ficava, Bruno pegou na minha mão e eu abri a porta. Todos já estavam á mesa, só nos esperando.
- Desculpem o atraso. Algumas pessoas não conseguiam se desgrudar. - Ana falou sorrindo e apontando pra nós.
Minha mãe me olhou com uma cara de “o que?!”.
E eu fiz um gesto de “depois eu explico”.
Ela sorriu. Eu e o Bruno nos sentamos lado a lado.
-Podem se servir. - Minha mãe falou.
Todos pegaram um pedaço do bolo de chocolate e tomaram um copo de suco de maracujá.
-Bom... Se vocês nos derem licença... Ana, você pode vir até o carro comigo?- Tio Marcos falou.
- Claro papai. - Ana falou sorridente do jeito que era. ^^’
Eles dois se levantaram e saíram.
-Mãe, eu tenho uma coisa pra falar. Eu e o Bruno estamos... Namorando. – Eu falei vermelha.
-ATÉ QUE ENFIM! Filha, eu já sabia que vocês se gostavam. Eu só estava esperando que vocês percebessem isso por vocês mesmos. - Minha mãe falou.
Então ele olhou pra minha mãe, olhou pra mim, olhou pra Amanda, se levantou e disse:
- Tia clara... A Michele pode ir pra Itália comigo, com meu pai e com a Amanda?
Eu olhava para ele pasma. Como ele podia querer que minha mãe deixasse que eu fosse pra ITÁLIA sozinha?! Bom, sozinha não... Com pessoas responsáveis... Mas mesmo assim... Como ele pensava que minha mãe iria deixar?
Meus pensamentos estavam a mil... Eu tentava me concentrar em apenas um, mas não dava. Minhas idéias não paravam de fluir, e com essas idéias, vinham perguntas sem respostas.
Minha mãe olhou bem pra ele e falou:
- Você pode me acompanhar um instantinho Bruno?! Eu quero falar a sós com você.
- Claro.
E então eles dois foram para o outro cômodo.
Eu estava angustiada. E pelo visto, Amanda pareceu perceber, pois olhava pra mim de minutos em minutos.
-Quer que eu vá ouvir a conversa?- Ela falou.
-Não precisa.
-Qual é... Eu sei que você quer saber o que eles dois estão conversando.
-Ta bom. Mas... Vai discretamente viu?!
-Uhum. Pode deixar.
Ela se levantou e foi para a porta do cômodo que eles estavam.
Não sei por quanto tempo ela ficou lá, mas depois de um curto período de tempo, ela voltou pra se sentar ao meu lado.
-E ai?! Como foi? – Eu perguntei ansiosa.
- Foi assim:
SUA MÃE: Bruno. Diga-me... Por que você quer levar a Michele pra Itália?
BRUNO: Por que eu vou embora hoje... E não quero ir pra lá sabendo que a pessoa que eu amo está tão longe de mim.
Quando Amanda disse que Bruno havia falado isso... Meus olhos brilharam.
*-*
-SUA MÃE: Mas, então você quer levá-la por quanto tempo?
BRUNO: Sei lá... Tipo... Até que as férias dela acabem.
SUA MÃE: Bruno... Você promete que vai cuidar dela pra mim?
BRUNO: Pode deixar tia Clara. ^^’
Eu estava chocada! Minha mãe não me deixava sair sozinha do prédio sem relutar, mas me deixava ir pra Itália com o meu namorado!! Que mãe maravilhosa! ^^’ E estranha ao mesmo tempo. KKK’
Sabe quando você se sente tão feliz que você acha que nada pode estragar aquele momento?!
Era assim que eu estava me sentindo... Mas eu estava enganada.
Amanda e tio Marcos entraram.
Amanda estava com os olhos vermelhos. Parecia que ela tinha chorado muito.
Eu rapidamente fui falar com ela.
- Amiga... O que foi?
- Vem aqui... - Ela falou com a voz tremula.
Ela me puxou para o meu quarto, e lá me deu a pior notícia da minha vida:
-O meu pai quer que o Bruno namore a Amanda e não você. =(
-O QUE? Por quê?- Eu falei.
Nesse momento... Toda a alegria que eu sentira há um instante atrás, sumiu com mais rapidez do que ela havia aparecido.
Meus olhos se encheram de lágrimas.
- Eu não sei... Esse é o problema.
Quando eu abri a boca para falar, eu ouvi o Bruno falar:
- Pai! Você não pode fazer isso comigo! Você sabe que eu gosto da Michele!
Eu me levantei... Minhas mãos tremiam mais que qualquer coisa.
Eu abri a porta e lá estavam: Bruno, Amanda, e tio Marcos se encarando.
Bruno tinha lágrimas nos olhos, embora tentasse esconder isso.
Amanda tinha cara de satisfação... De que estava gostando daquela situação.
Lágrimas desciam pelo meu rosto enquanto eu me aproximava.
Tio Marcos me encarou com uma expressão séria por alguns segundos, e por mais que eu quisesse desviar os olhos... Eu não conseguia. Ele me “prendia” ali. Logo depois que ele parou de olhar pra mim, eu olhei para o chão, e senti uma pontada de alívio de ter me livrado daquela expressão “congelante”.
>.<
Postado por ♥Danny♥ às 11:12 0 comentários
quarta-feira, 31 de março de 2010
Sente so 'A Batida Amor', TunzTunzTunzTunz, ♫

bj danni** me liga **
Postado por ♥Danny♥ às 13:35 0 comentários
